PORTAL RIO MADEIRA – O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) deflagrou, nesta terça-feira (26), a Operação “Labirinto de Bronze”, que investiga a atuação de uma suposta organização criminosa ligada à lavagem de dinheiro e formação de milícia privada no estado. Durante a ação, foram apreendidos bens milionários, incluindo fazendas, veículos, máquinas pesadas, imóveis, dinheiro em contas bancárias e mais de 1,5 mil cabeças de gado.
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas e propriedades rurais como fachada para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita. Entre os estabelecimentos apontados no esquema está uma empresa do ramo de terraplanagem, que teria sido usada para dar aparência legal às operações financeiras investigadas.
Principal investigado foi preso após fugir de operações anteriores
O principal alvo da operação teve mandado de prisão cumprido e, de acordo com o MP-RO, possui condenações por homicídios, incluindo envolvimento em uma chacina registrada no município de Buritis, em 2012.
Ainda conforme os investigadores, o suspeito conseguiu escapar de outras operações policiais anteriores, mas mesmo foragido o grupo continuava atuando e movimentando patrimônio de forma considerada suspeita pelas autoridades.
As equipes cumpriram sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Porto Velho, Ariquemes e Cujubim.
Investigação aponta uso de “laranjas” e empresas de fachada
As apurações indicam que os investigados utilizavam terceiros e empresas registradas em nomes de pessoas interpostas para esconder patrimônio e dificultar o rastreamento dos valores.
Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio e apreensão de aproximadamente R$ 48 milhões em bens e ativos financeiros relacionados ao grupo investigado.
Entre os itens sequestrados estão imóveis urbanos e rurais, veículos, maquinários utilizados em atividades agrícolas e pecuárias, além de grande quantidade de gado encontrada em propriedades localizadas na região de Cujubim.
O Ministério Público informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos movimentados pelo grupo.
Foto/Reprodução: Ministério Público de Rondônia
Fonte: Portal Rio Madeira


