PORTAL RIO MADEIRA – O julgamento dos funcionários acusados pela morte do empresário Edson Nascimento Dalto foi adiado em Porto Velho após a defesa abandonar a sessão do Tribunal do Júri alegando não ter tido tempo suficiente para analisar documentos inseridos no processo.
O júri popular estava previsto para ocorrer entre terça-feira (12) e quarta-feira (13), mas acabou suspenso antes da continuidade da sessão.
Defesa alegou ausência de provas importantes
Os principais réus do caso são Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa, apontados pelas investigações como envolvidos no assassinato do empresário.
Segundo os advogados de defesa, o processo ainda apresentava ausência de materiais considerados fundamentais, incluindo gravações de audiências realizadas durante a fase inicial da ação penal.
A alegação motivou a saída da defesa da sessão e, consequentemente, o adiamento do julgamento.
Ministério Público critica atitude da defesa
O promotor de Justiça Marcos Alexandre afirmou que a atitude dos advogados ocorreu de forma estratégica e classificou a situação como uma “nulidade de algibeira”.
O termo jurídico é utilizado quando uma das partes identifica um possível problema processual, mas deixa para apontá-lo apenas em momento oportuno, buscando algum benefício dentro da ação.
Segundo o promotor, a decisão prejudica tanto os familiares da vítima quanto os próprios acusados, que seguem presos aguardando o desfecho do caso.
Família relata dor e revolta com adiamento
A família de Edson Dalto acompanhava o julgamento e demonstrou indignação diante da suspensão da sessão.
A irmã da vítima, Sirley Dalto, afirmou que os familiares aguardavam pela condenação dos acusados e pelo encerramento do processo judicial.
“Nada vai trazer meu irmão de volta, mas esperamos que eles sejam responsabilizados pelo que fizeram”, declarou.
Ela também relatou que o novo adiamento aumentou ainda mais a ansiedade da família, especialmente das filhas e da esposa da vítima, que aguardavam pelo julgamento.
Relembre o caso
De acordo com a investigação, Edson Dalto teria sido morto dentro de uma propriedade rural após ser agredido com uma colher de pau.
Após o crime, o corpo da vítima foi levado e jogado em um rio na região de Candeias do Jamari.
Uma nova data para o júri ainda deverá ser marcada pela Justiça.
Foto/Reprodução: imagens da internet
Fonte: Portal Rio Madeira


