PORTAL RIO MADEIRA – Se você não vai ao cinema, o cinema vai até você. Essa tem sido a proposta da 2ª Edição do Festival Infantil de Cinema de Animação de Rondônia – FICAR, que realizou nesta terça-feira (26) mais um dia de exibições para estudantes e educadores da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Prof. Salomão Silva, em Nova Mamoré (RO). O evento acontece de 25 a 29 de agosto em escolas públicas de Guajará-Mirim, Nova Mamoré e Porto Velho, realizado pela Associação Ambientalista Verde Vida, contemplado no Edital nº 06/2024 – SEJUCEL/SIEC da Lei Paulo Gustavo.
Produções que impactaram os estudantes
Na programação, 12 animações nacionais foram exibidas, entre elas duas produções rondonienses que chamaram atenção dos alunos. “Nazaré: do verde ao barro”, de Juraci Júnior, narra a jornada de uma família em busca de um novo começo na Amazônia, onde encontram relações de afeto, respeito e amor pela floresta. Já em “Planeta Fome”, de Édier William, uma mulher negra e mãe solo enfrenta a miséria após perder o emprego, restando apenas a união com seu filho de 8 anos, Lucca. Inspirado em eventos reais, o curta foi um dos mais comentados entre os jovens pelo impacto direto sobre a realidade da fome no Brasil.

O estudante Miguel Santana, de 18 anos, afirmou que a força da narrativa de Planeta Fome chamou sua atenção por retratar situações muito próximas da realidade de muitas famílias brasileiras. “Ele conta a história de muitas pessoas que vivem essa situação de não ter o que comer ou onde dormir”, disse, acrescentando que a experiência de assistir aos filmes dentro da escola foi inédita e enriquecedora.
Já a aluna Bruna Atoé, de 16 anos, destacou a obra Oito Patas como a mais marcante. Para ela, o festival trouxe um olhar diferente para dentro da escola, onde atividades culturais desse tipo são raras. “Achei muito interessante trazer o cinema para dentro da escola. A gente nem sempre tem acesso a esse tipo de atividade”, afirmou.

O cinema como ferramenta de transformação
O diretor da escola, Gerry Salvaterra, avaliou que a presença do festival transformou a rotina dos estudantes, que aguardavam o evento com expectativa. Segundo ele, a ação representa um ganho importante em um município com poucas opções culturais. “É uma satisfação recebê-los porque torna o dia diferente para nossas crianças e jovens. Eles estavam ansiosos pela chegada do festival e isso nos dá a chance de mostrar algo novo, fora da rotina”, afirmou.
De acordo com a coordenadora do festival, Izadora Jemima, a proposta do FICAR é democratizar o acesso de crianças e adolescentes à linguagem audiovisual. Ela ressaltou que a iniciativa busca ampliar horizontes culturais. “A ideia é estimular o contato com produções de diferentes regiões do país e fortalecer a formação de um olhar crítico sobre a realidade”, afirmou.
Próximas exibições do FICAR
– Dia 27 de agosto – Porto Velho – Escola Oswaldo Piana – Oficina de Pixilation (matutino) e exibição de filmes nos períodos matutino e vespertino.
– Dia 28 de agosto – Porto Velho – Escola EMEF Estela de Araújo Compasso – Exibição de animações nos períodos matutino e vespertino.
– Dia 29 de agosto – Porto Velho – Escola Estudo e Trabalho – Período matutino: exibição de animações; Período vespertino: Roda de Conversa com o tema “Sobre desafios em fazer animação em Rondônia”, com os cineastas Juraci Júnior e Édier William, seguida de homenagem ao cineasta Marcos Magalhães, criador do Ratinho de massinha do Castelo Rá-Tim-Bum e fundador do Festival Anima Mundi.
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Foto/Reprodução: Iury Melo
Fonte: Portal Rio Madeira


