PORTAL RIO MADEIRA – Três pessoas foram presas na manhã desta sexta-feira (23) em Porto Velho durante uma operação da Polícia Civil que apura um caso de tortura ligado a integrantes de facção criminosa na capital. As investigações apontam que os crimes teriam sido cometidos a mando da influenciadora digital Iza Paiva, investigada desde outubro de 2025.
Segundo a Polícia Civil, além das prisões preventivas, equipes especializadas cumpriram mandados de busca e apreensão em diferentes pontos da cidade. A identidade dos detidos não foi divulgada para não comprometer o andamento das investigações.
Como começou o caso
A investigação ganhou força em 2025, quando Iza Paiva, de 26 anos, foi presa sob suspeita de ordenar a tortura de dois homens que haviam invadido e furtado sua residência. Em vez de registrar o crime e acionar as autoridades, a influenciadora teria recorrido a membros do Comando Vermelho para capturar e agredir os suspeitos.
As vítimas teriam sido localizadas, submetidas a atos de tortura e obrigadas a devolver objetos levados da casa. Para a Polícia Civil, o caso revela que a influenciadora mantinha “estreitos vínculos” com criminosos e agiu deliberadamente fora da lei.
Posicionamento da defesa
A defesa de Iza Paiva afirma que não há provas suficientes que comprovem participação direta da influenciadora nos atos criminosos. Em nota, argumenta que:
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não existem registros de voz, imagem ou comunicação direta com os envolvidos no momento da tortura;
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a denúncia se basearia em “suposições”, contrariando princípios jurídicos que exigem conduta concreta e individualizada.
O processo segue em tramitação.
Quem é Iza Paiva
Com milhares de seguidores nas redes sociais, Iza Paiva ficou conhecida pela rotina de luxo que exibia diariamente. Vídeos mostram a influenciadora ostentando motos aquáticas, viagens para destinos turísticos e grandes quantias em dinheiro. O estilo de vida chamava atenção e alimentava o engajamento de suas publicações.
No entanto, a prisão em 2025 expôs um lado oculto dessa imagem pública. Segundo a investigação, Iza estaria fora do estado quando sua casa foi furtada, mas teria coordenado, à distância, a “punição” dos suspeitos e a recuperação dos bens.
A operação que apura o caso recebeu o nome de “Arur Betach”, expressão em hebraico que significa “maldito o que confia” — frase que a própria influenciadora usou em suas redes sociais logo após o episódio que desencadeou a investigação.
Foto/Reprodução: imagens da internet
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