PORTAL RIO MADEIRA – A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, em Formiga, um homem de 34 anos acusado de descumprir uma medida protetiva de urgência ao insistir em se comunicar com a ex-namorada por meio de Pix de R$ 0,01. Ao todo, segundo a investigação, 15 transferências foram feitas com mensagens anexadas, apesar da proibição judicial de contato.
A vítima, de 49 anos, procurou a delegacia em 26 de dezembro relatando que, mesmo bloqueado em todas as redes sociais e aplicativos de mensagens, o ex-companheiro seguia tentando se aproximar. O envio de Pix — que permite incluir recados no campo de descrição — passou a ser a ferramenta usada pelo investigado para driblar a determinação judicial.
Como funcionava o assédio digital
Segundo a Polícia Civil, a mulher apresentou comprovantes das 15 transferências indevidas, todas no valor simbólico de R$ 0,01, acompanhadas de mensagens que demonstravam a persistência do ex-namorado em retomar contato. A vítima relatou ainda sentimentos de medo, constrangimento e perturbação pela insistência do investigado.
Diante das evidências, um inquérito foi instaurado e a delegada responsável solicitou a prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça.
Histórico de violência doméstica
Durante as diligências, os policiais constataram que o suspeito já tinha ocorrências anteriores relacionadas a violência doméstica, incluindo registros por ameaça e injúria, além de medidas protetivas concedidas em favor da mesma vítima e de outra mulher.
A abordagem para prisão ocorreu no dia 12 de janeiro. De acordo com a Polícia Civil, o homem resistiu, e foi necessário o uso moderado da força para contê-lo. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Assédio por meios digitais também viola medidas protetivas
A Polícia Civil reforça que qualquer tentativa de contato, inclusive por meios indiretos — como redes sociais, terceiros ou transferências bancárias com mensagens — caracteriza violação da medida protetiva e pode resultar em prisão.
O caso acende alerta para formas contemporâneas de perseguição, que têm se tornado mais frequentes com o uso de aplicativos, sistemas de pagamento e redes digitais.
Foto/Reprodução: imagens da internet
Fonte: Portal Rio Madeira


