PORTAL RIO MADEIRA – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal abriu caminho para transformar o deputado Eduardo Bolsonaro em réu por coação no curso do processo. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino já votaram nesse sentido, afirmando que o parlamentar usou articulações nos Estados Unidos para influenciar decisões sobre a trama golpista.
Como o julgamento evoluiu
O julgamento ocorre no plenário virtual e segue até 25 de novembro. Segundo Moraes, Eduardo atuou para criar um ambiente de intimidação institucional, pressionando tanto o STF quanto o Congresso no momento em que o processo envolvendo Jair Bolsonaro avançava na Corte.
Acusações sobre pressões internacionais
Moraes afirmou que o deputado assumiu publicamente ser articulador de sanções estrangeiras contra autoridades brasileiras, incluindo a aplicação da Lei Magnitsky contra o próprio ministro e sua esposa. Entre as ações mencionadas estão suspensão de vistos, tarifas sobre exportações e medidas capazes de causar prejuízo econômico ao país.
Para Moraes, essa estratégia representou “grave ameaça ao devido processo legal” e buscou alterar o resultado da ação penal da trama golpista.
O que diz a PGR
A Procuradoria-Geral da República sustenta que Eduardo agiu deliberadamente para interferir no processo que condenou Jair Bolsonaro. A denúncia reúne entrevistas, declarações públicas e mensagens encontradas no celular do ex-presidente mostrando que o deputado orientava o pai sobre o que dizer para não atrapalhar suas negociações nos EUA.
A PGR aponta que, a partir de maio de 2025, autoridades norte-americanas passaram a ecoar publicamente propostas semelhantes às defendidas pelo deputado, incluindo o tarifaço de 50%, apelidado por ele de “tarifa Moraes”.
Consequências políticas e jurídicas
A investigação sobre Eduardo foi determinante para as medidas impostas a Jair Bolsonaro, como a tornozeleira eletrônica e a posterior prisão domiciliar. Embora o ex-presidente não tenha sido denunciado neste caso específico, o STF entendeu que ele continuava tentando influenciar o andamento da ação penal.
O blogueiro Paulo Figueiredo também foi denunciado por coação, mas o processo dele tramita separadamente.
Foto/Reprodução: imagens da internet
Fonte: Portal Rio Madeira


