PORTAL RIO MADEIRA – O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) deflagrou na manhã desta terça-feira, em diversas cidades do estado, a Operação Godos com o objetivo de desarticular uma suposta organização criminosa que teria operado por anos no desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Mais de R$ 2 bilhões em bens foram bloqueados preventivamente para garantir ressarcimento ao erário.
Estrutura e atuação da organização
De acordo com o MP-RO, o grupo criminoso atuava de forma integrada, envolvendo agentes públicos, empresários e laranjas para fraudar licitações, contratos e convênios. A investigação aponta que empresas fantasmas eram utilizadas para apresentar documentação falsa, superfaturar serviços e encaminhar recursos públicos para contas ocultas. Os valores desviados teriam sido lavados em investimentos imobiliários, aquisição de veículos de luxo e remessas para o exterior.
Ação judicial e bloqueios
Com aval da Justiça estadual, os promotores e policiais cumpriram mandados de busca, apreensão e sequestro de bens imóveis, veículos e contas bancárias. Entre os bens bloqueados estão imóveis de alto padrão, fazendas, aeronaves e participações societárias em empresas de fachada. O valor acumulado do bloqueio ultrapassa R$ 2 bilhões, com previsão de ampliação à medida que novas provas emergirem.
Em Rondônia, a operação abrange Porto Velho, Nova Mutum Paraná, União Bandeirantes, Nova Dimensão, Nova Mamoré, Buritis, Ji-Paraná, Guajará-Mirim, Jaru, Rolim de Moura, Mutum Paraná, Cerejeiras, Vila Nova Samuel, Candeias do Jamari, Cacoal, Costa Marques, Jacinópolis, Castanheiras e São Carlos.
Impacto e próximos passos
O MP-RO afirmou que a Operação Godos representa um dos maiores golpes de combate à corrupção no estado em décadas e ressalta que os recursos desviados comprometeram serviços essenciais como saúde, educação e infraestrutura. As investigações continuam e incluem cooperação com a Polícia Federal, a Controladoria‑Geral da União (CGU) e a Receita Federal para mapear links nacionais e internacionais do esquema. O relatório final da ação será encaminhado ao âmbito penal e cível, com o objetivo de responsabilizar todos os envolvidos.
Foto/Reprodução: imagens da internet
Fonte: Portal Rio Madeira / Rondoniagora


