PORTAL RIO MADEIRA – A pré-candidata a deputada federal Dra. Tânia Sena divulgou uma nota de repúdio após uma ação de conscientização realizada por estudantes do curso de Fisioterapia de uma instituição de ensino superior de Porto Velho, durante atividade no Espaço Alternativo. Segundo ela, o material distribuído ao público apresentava informações que, em sua avaliação, generalizavam a atividade garimpeira e associavam todos os trabalhadores do setor a práticas ilegais e ao uso inadequado de mercúrio.
Críticas à generalização da atividade garimpeira
De acordo com Dra. Tânia Sena, o conteúdo apresentado durante a panfletagem tratava o garimpo de forma ampla como atividade ilegal, sem diferenciar operações regularizadas daquelas que atuam fora da legislação ambiental e mineral.
A pré-candidata argumenta que muitos profissionais do setor exercem suas atividades de forma legalizada e utilizam mecanismos de controle para minimizar impactos ambientais, especialmente no que se refere ao manuseio do mercúrio.
Defesa de práticas controladas e regulamentadas
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Tânia afirmou que parte dos garimpeiros utiliza sistemas de circuito fechado para o uso do mercúrio, por meio de equipamentos específicos que evitam o descarte da substância diretamente nos rios e igarapés.
Ela também citou estudos científicos que apontam a existência natural de mercúrio em determinadas áreas da Amazônia, presente em formações geológicas e no solo da região, destacando que nem toda contaminação ambiental pode ser atribuída exclusivamente à atividade garimpeira.
Debate baseado em informações técnicas
A pré-candidata ressaltou que sua manifestação não busca defender práticas ilegais ou crimes ambientais, mas sim cobrar responsabilidade na divulgação de informações sobre um tema considerado complexo e sensível para milhares de trabalhadores da região Norte.
Segundo ela, é necessário diferenciar os empreendimentos que atuam dentro da legalidade daqueles que realizam exploração irregular, evitando, segundo suas palavras, a criminalização generalizada dos profissionais que dependem do garimpo para sustento familiar.
Convite para conhecer a realidade do setor
Como forma de ampliar o debate, Dra. Tânia informou que a sede da Cooperativa dos Garimpeiros da Amazônia (COOGAM) está aberta para receber estudantes, professores, profissionais da área da saúde e demais interessados em conhecer de perto a realidade da atividade garimpeira.
A proposta, segundo ela, é permitir que a população tenha acesso às informações sobre os métodos utilizados pelos trabalhadores, os equipamentos empregados no controle ambiental e os procedimentos adotados para reduzir possíveis impactos ao meio ambiente.
Busca por diálogo e transparência
Para a pré-candidata, o debate sobre o garimpo deve ocorrer de forma equilibrada, com base em dados técnicos, conhecimento científico e respeito aos trabalhadores que atuam de forma regularizada.
Ela defende que a aproximação entre instituições de ensino, cooperativas e sociedade civil pode contribuir para uma discussão mais ampla sobre a atividade mineral na Amazônia, promovendo informação e transparência sobre o setor.
Foto/Reprodução: Assessoria
Fonte: Portal Rio Madeira


