PORTAL RIO MADEIRA – Porto Velho apareceu na última colocação entre as capitais brasileiras no Índice de Progresso Social (IPS) 2026, divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Imazon. A capital de Rondônia registrou 58,59 pontos, ficando entre os piores desempenhos do Brasil em qualidade de vida, acesso a direitos e desenvolvimento social.
O estudo avaliou os 5.570 municípios brasileiros utilizando 57 indicadores sociais e ambientais. Entre as capitais, Porto Velho ficou atrás da maioria absoluta das cidades brasileiras, enquanto a região Norte voltou a concentrar os índices mais críticos do país.
Norte lidera ranking negativo
Segundo o levantamento, 19 das 20 piores colocações nacionais estão concentradas nas regiões Norte e Nordeste, evidenciando desigualdades históricas no desenvolvimento brasileiro.
Enquanto cidades do Sul e Sudeste dominam os melhores resultados do país, municípios amazônicos continuam enfrentando dificuldades relacionadas à infraestrutura, inclusão social, saúde pública, segurança e meio ambiente.
A cidade paulista de Gavião Peixoto liderou novamente o ranking nacional com 73,10 pontos. Já Uiramutã, em Roraima, ficou na última posição geral do Brasil.
Rondônia aparece entre os estados com pior desempenho
O estado de Rondônia também teve resultado abaixo da média nacional. Com 58,60 pontos, aparece apenas na 23ª colocação entre as 27 unidades da federação.
O estudo aponta que problemas ambientais, desmatamento acumulado, queimadas e emissões de gases poluentes contribuem diretamente para a piora dos indicadores na Amazônia Legal.
Mesmo abrigando parte significativa da floresta amazônica, estados da região apresentaram notas baixas no componente “Qualidade do Meio Ambiente”, que considera critérios como preservação ambiental, áreas protegidas e impacto das atividades humanas.
Direitos e inclusão puxaram nota para baixo
Entre os fatores que mais prejudicaram o desempenho de Porto Velho estão indicadores ligados a direitos individuais, inclusão social e acesso equilibrado a serviços públicos.
De acordo com os pesquisadores, avanços isolados em infraestrutura não são suficientes para elevar o progresso social de forma consistente.
“O desenvolvimento econômico sozinho não garante desenvolvimento social”, destacou Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.
Especialistas defendem políticas integradas
O IPS funciona como um indicador da qualidade de vida da população e mede fatores como acesso à saúde, educação, segurança, saneamento, meio ambiente e inclusão social.
Especialistas defendem que cidades da região Norte precisam de políticas públicas integradas e investimentos mais eficientes para enfrentar problemas históricos que impactam diretamente a população.
O levantamento também serve como instrumento para gestores públicos identificarem áreas críticas e definirem prioridades de investimento social.
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Fonte: Portal Rio Madeira


