PORTAL RIO MADEIRA – A prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra durante a Operação Vérnix teve origem em uma investigação iniciada ainda em 2019, após a apreensão de bilhetes atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro de um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.
De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os manuscritos continham ordens internas da facção criminosa e serviram como ponto de partida para uma apuração conduzida pelo Ministério Público paulista em conjunto com a Polícia Civil.
Embora os bilhetes não citassem diretamente o nome de Deolane, as investigações avançaram e identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo uma transportadora supostamente criada pelo PCC.
Investigação aponta repasses financeiros suspeitos
Segundo os investigadores, recursos oriundos da empresa eram transferidos para diferentes contas bancárias numa tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro.
Duas dessas contas estariam registradas em nome de Deolane Bezerra. Conforme a apuração policial, a influenciadora seria utilizada para movimentação e lavagem dos valores ligados à organização criminosa.
A Operação Vérnix mira um suposto esquema financeiro utilizado pela facção para ocultar patrimônio e movimentar recursos de origem ilícita.
Família de Marcola também foi alvo da operação
Além de Deolane, a ofensiva policial também atingiu pessoas ligadas diretamente ao núcleo familiar de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal liderança do PCC.
Entre os alvos estão:
- Marco Herbas Camacho, o Marcola, atualmente preso na Penitenciária Federal de Brasília;
- Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também detido em Brasília;
- Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, considerada foragida e localizada na Espanha;
- Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, outro sobrinho do líder da facção, apontado como destinatário de recursos investigados e atualmente na Bolívia.
Operação investiga lavagem de dinheiro da facção
As autoridades investigam um complexo esquema de lavagem de dinheiro supostamente utilizado pela facção criminosa para ocultar recursos obtidos através do tráfico de drogas e outras atividades ilegais.
A Polícia Civil e o Ministério Público afirmam que o grupo utilizava empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e movimentações financeiras fracionadas para dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Até o momento, a defesa de Deolane Bezerra não se manifestou oficialmente sobre as acusações divulgadas pelas autoridades.
Foto/Reprodução: imagens da internet
Fonte: Portal Rio Madeira


