PORTAL RIO MADEIRA – O vereador Adalto de Bandeirantes denunciou a situação crítica enfrentada por famílias da Resex Jaci-Paraná, em Porto Velho, onde estradas praticamente intrafegáveis têm impedido moradores de exercer direitos básicos, como acesso à educação, saúde e mobilidade.
Estradas tomadas pela lama isolam moradores
Vídeos recebidos pelo parlamentar mostram vias completamente comprometidas pela lama, dificultando o tráfego de veículos e deixando comunidades praticamente isoladas.
Segundo relatos, moradores enfrentam dificuldades até mesmo para acessar serviços essenciais, enquanto produtores rurais acumulam prejuízos sem conseguir escoar a produção.
Alunos acumulam mais de 70 faltas
A situação atinge diretamente crianças e adolescentes da região. Sem condições mínimas de trafegabilidade, estudantes não conseguem chegar às escolas e já acumulam mais de 70 faltas em apenas dois meses de aulas.
O cenário preocupa famílias, que relatam prejuízos severos ao aprendizado e temor quanto à continuidade do ano letivo.
Decisão judicial impede manutenção
De acordo com o vereador, o problema se agravou após decisão judicial que impede a Prefeitura de executar manutenção em estradas e pontes dentro da reserva.
Na avaliação do parlamentar, a medida acabou criando um cenário de abandono institucional, enquanto as vias continuam se deteriorando sem solução prática.
Inspeção presencial é cancelada
Uma reunião envolvendo magistrados foi marcada para o próximo dia 5 de maio como tentativa de buscar alternativas para o impasse. No entanto, a inspeção presencial prevista inicialmente acabou sendo substituída por um sobrevoo na região.
A medida ocorre no contexto da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 7819/RO, relacionada à aplicação da Lei Complementar nº 1.274/2025.
Vereador critica distanciamento da realidade
A substituição da visita em solo gerou críticas de lideranças locais. Para Adalto, a decisão demonstra distanciamento da realidade enfrentada diariamente pelas famílias da Resex.
“Quem sobrevoa não sente o atoleiro, não vê o desespero de quem está ilhado. A situação precisa ser vivida no chão, onde o problema realmente existe”, declarou o vereador.
População cobra solução urgente
A ausência de uma definição concreta e a falta de posicionamentos efetivos ampliam a revolta dos moradores, que cobram providências imediatas diante da situação.
O caso reacende o debate sobre os impactos de decisões judiciais e impasses institucionais sobre direitos básicos da população, especialmente em regiões mais afastadas da capital.
Foto/Reprodução: Assessoria
Fonte: Portal Rio Madeira / Assessoria


