PORTAL RIO MADEIRA – Um gesto de amor entre irmãos se transformou na principal esperança de cura para uma criança de 3 anos diagnosticada com leucemia em Rondônia. Após exames indicarem ausência de compatibilidade entre familiares, uma nova análise revelou que o irmão mais velho era 50% compatível para a doação de medula óssea.
O pequeno Rafael enfrenta a leucemia linfoblástica aguda tipo B desde agosto de 2024, quando a família, que morava em Vilhena, recebeu o diagnóstico. Desde então, a rotina foi completamente transformada para garantir o tratamento da criança.
Diagnóstico e início da batalha
As primeiras sessões de quimioterapia foram realizadas em Cacoal. Inicialmente, exames apontaram desaparecimento das células cancerígenas, trazendo alívio temporário. No entanto, após cerca de um ano e meio, a doença voltou a ser identificada em exame de rotina.
Sem novas opções de tratamento em Rondônia, a família decidiu se mudar para Curitiba em busca de recursos mais avançados.
Busca por compatibilidade
Antes da mudança, familiares realizaram o exame de HLA, que verifica a compatibilidade genética para transplante de medula óssea. O resultado inicial indicou que nenhum parente era compatível.
Já em Curitiba, nova avaliação apontou que o irmão mais velho, de 16 anos, apresentava 50% de compatibilidade, sendo considerado o candidato mais indicado para o procedimento.
Transplante e recuperação
O transplante foi realizado no dia 9 de março de 2026. Pela manhã, o adolescente passou pela coleta da medula. À tarde, o material foi transplantado em Rafael.
Ambos se recuperam bem. A família permanecerá em Curitiba por cerca de 100 dias para acompanhamento médico rigoroso, fase considerada essencial para evitar complicações e garantir adaptação do organismo ao novo sistema imunológico.
Entenda a doença
A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é um tipo de câncer do sangue caracterizado pela produção descontrolada de células imaturas na medula óssea. A doença pode provocar anemia, infecções frequentes e sangramentos.
O tratamento costuma envolver quimioterapia em múltiplas fases e, em casos de recaída ou maior risco, o transplante de medula óssea pode ser indicado. Apesar de grave, a LLA apresenta boas chances de resposta ao tratamento quando diagnosticada precocemente.
A família agora vive um dia de cada vez, com fé e expectativa de que o gesto do irmão represente uma nova chance de vida.
Foto/Reprodução: imagens da internet
Fonte: Portal Rio Madeira / g1


