PORTAL RIO MADEIRA – Uma operação conduzida pelo Ministério Público de Rondônia revelou indícios de um esquema estruturado de fraude fiscal envolvendo a comercialização de gado entre produtores de Rondônia e compradores em Mato Grosso.
As investigações apontam que milhares de animais teriam sido negociados por meio de operações simuladas, com o objetivo de reduzir ilegalmente o pagamento de impostos estaduais.
Como funcionava o esquema
Segundo as apurações, o grupo utilizava documentos fiscais falsos e intermediários para dar aparência de legalidade às transações. Na prática, parte das negociações não correspondia à circulação real dos animais.
O uso de terceiros e propriedades rurais como fachada teria sido uma das estratégias adotadas para mascarar as operações e dificultar a fiscalização.
Volume expressivo de irregularidades
A investigação estima que cerca de 30 mil cabeças de gado tenham sido comercializadas de forma irregular. A movimentação financeira associada ao esquema ultrapassa R$ 44 milhões.
O prejuízo aos cofres públicos, relacionado à sonegação de ICMS, já foi calculado em mais de R$ 7 milhões — valor que pode aumentar conforme o avanço das análises.
Ação em dois estados
A operação foi realizada simultaneamente em municípios de Rondônia e Mato Grosso. Em território rondoniense, as medidas ocorreram em cidades como Alvorada do Oeste, Colorado do Oeste, Presidente Médici e Seringueiras.
Já no estado vizinho, os mandados foram cumpridos em localidades como Araputanga, Jauru, Pontes e Lacerda e São José dos Quatro Marcos.
Mandados e apreensões
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados a pessoas físicas e jurídicas investigadas.
As equipes recolheram documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que podem contribuir para o aprofundamento das investigações.
Também foram adotadas medidas de bloqueio de bens, incluindo valores em contas bancárias, veículos, imóveis e até ativos digitais.
Investigação continua
O caso segue em apuração com o objetivo de identificar todos os envolvidos e dimensionar o alcance completo das irregularidades.
As autoridades ainda avaliam possíveis desdobramentos, incluindo responsabilização criminal e tributária dos investigados.
Foto/Reprodução: MPRO
Fonte: Portal Rio Madeira / g1 RO


