PORTAL RIO MADEIRA – O governo federal analisa um conjunto de medidas emergenciais para tentar conter o aumento no preço das passagens aéreas. Entre as principais propostas está a retirada de impostos federais sobre o querosene de aviação, um dos principais custos operacionais das companhias do setor.
Combustível no centro da pressão de custos
O querosene de aviação concentra grande parte das despesas das empresas aéreas, e a recente elevação no preço do combustível intensificou a pressão sobre o valor das passagens.
A discussão gira em torno da possível isenção de tributos como PIS e Cofins, o que poderia reduzir custos e, consequentemente, amenizar os reajustes ao consumidor.
Pacote de medidas em análise
Além da questão tributária, o plano apresentado pelo Ministério de Portos e Aeroportos inclui a criação de linhas de crédito para as companhias aéreas. A proposta prevê acesso a financiamentos com recursos públicos, com limite que pode chegar a centenas de milhões de reais por empresa.
Outra medida em discussão envolve o adiamento do pagamento de tarifas relacionadas à navegação aérea, cobradas pelo uso da estrutura de controle do espaço aéreo brasileiro.
Impacto internacional no preço
O cenário externo também influencia diretamente os custos do setor. A alta recente no valor do petróleo no mercado global, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, tem reflexo direto no preço do combustível utilizado pelas aeronaves.
Esse movimento pressiona ainda mais as empresas, que já enfrentam margens apertadas e custos operacionais elevados.
Risco de aumento nas passagens
Especialistas do setor indicam que, sem medidas de compensação, os preços das passagens podem sofrer reajustes significativos. A elevação do combustível pode impactar diretamente o consumidor final, ampliando o custo das viagens aéreas no país.
Próximos passos do governo
As propostas estão em fase de análise e devem ser discutidas entre diferentes áreas do governo antes de qualquer decisão definitiva. A expectativa é que as medidas sejam definidas nos próximos dias, diante da urgência em conter novos aumentos.
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Fonte: Portal Rio Madeira / g1


