PORTAL RIO MADEIRA – Uma ofensiva militar coordenada entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã abriu um novo capítulo de tensão internacional e colocou o Oriente Médio no centro de uma das crises mais graves dos últimos anos.
Os ataques foram justificados por alegações de que o regime iraniano estaria avançando em seu programa nuclear com potencial bélico — acusação que Teerã nega. A ação provocou resposta imediata do governo iraniano e desencadeou uma sequência de confrontos militares.
Como começou a ofensiva
Os primeiros bombardeios ocorreram na madrugada de sábado (28), com operações aéreas e marítimas. Explosões foram registradas em Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra Israel e também mirou bases militares americanas no Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.
Segundo autoridades iranianas, o número de mortos no país ultrapassa 550.
Baixas no alto escalão
Entre as principais mortes confirmadas está a do Líder Supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, atingido durante a ofensiva. Também morreram integrantes do núcleo militar e político do regime, incluindo o ministro da Defesa e o comandante da Guarda Revolucionária.
O governo iraniano informou ainda a morte do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Mudança no comando
Com a morte do Líder Supremo, o aiatolá Alireza Arafi assumiu interinamente. Ele agora preside um conselho responsável por escolher o novo líder permanente do país.
No sistema político iraniano, o Líder Supremo concentra poder superior ao do presidente e exerce influência direta sobre as Forças Armadas e decisões estratégicas.
Quanto tempo o conflito pode durar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as operações são “massivas e contínuas” e que devem seguir pelos próximos dias. Segundo declarações à imprensa internacional, a ofensiva poderia se estender por semanas.
Até esta segunda-feira (2), novos ataques seguem sendo registrados.
Há chance de negociação?
Trump afirmou que estaria disposto a dialogar com a nova liderança iraniana. No entanto, autoridades do Irã negaram qualquer intenção de negociar neste momento, destacando que a prioridade é responder militarmente à ofensiva.
Existe risco nuclear?
Nenhuma das partes anunciou uso de armas nucleares até agora. Ainda assim, especialistas classificam o momento como extremamente delicado. O ataque direto a instalações nucleares e o enfraquecimento de acordos internacionais aumentam o temor de uma escalada imprevisível.
Analistas apontam que o cenário é de instabilidade prolongada, com risco de ampliação regional do conflito.
O desenrolar dos próximos dias será decisivo para definir se a crise evoluirá para um confronto mais amplo ou se haverá abertura para negociação diplomática.
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Fonte: Portal Rio Madeira / g1


