PORTAL RIO MADEIRA – O Brasil aparece como o país mais beneficiado após a nova configuração das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. A mudança ocorreu depois que a Suprema Corte americana invalidou parte do tarifaço aplicado pelo presidente Donald Trump.
Levantamento da organização Global Trade Alert indica que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais. China e Índia aparecem na sequência, com recuos menores.
COMO A DECISÃO MUDOU O JOGO
A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), instrumento que sustentava sobretaxas amplas aplicadas a diversos países.
Com a decisão, deixaram de valer a tarifa adicional de 10% e a sobretaxa de 40% imposta a produtos brasileiros. Em resposta, Trump anunciou uma nova tarifa global temporária de 15%, válida por até 150 dias, com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.
IMPACTO BILIONÁRIO NAS EXPORTAÇÕES
Antes da decisão judicial, cerca de 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a sobretaxas elevadas. Cálculos da Confederação Nacional da Indústria indicam que aproximadamente US$ 21,6 bilhões em exportações foram impactados pelas medidas anteriores.
Com a nova alíquota uniforme aplicada a todos os países, o governo brasileiro avalia que não há perda de competitividade.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que setores como combustível, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves ficaram em posição mais equilibrada no mercado internacional.
O QUE MUDA A PARTIR DE AGORA
A nova tarifa global de 15% entra em vigor à 0h01 (horário de Washington) da próxima terça-feira (24). A medida atinge países que mantêm relações comerciais com os EUA, com exceções específicas para determinados produtos estratégicos.
Especialistas alertam que o cenário ainda é incerto, já que o novo regime pode ter duração limitada, mantendo o comércio internacional sob instabilidade.
Foto/Reprodução: imagens da internet
Fonte: Portal Rio Madeira


