PORTAL RIO MADEIRA – O influenciador Júlio Balestrini está percorrendo a rodovia Transamazônica ao lado de Kane e tem chamado atenção nas redes sociais ao mostrar a situação de diversos trechos da estrada. Em um dos vídeos publicados durante a viagem, ele resume a experiência com uma frase que repercutiu: “Para quem é aventureiro, é uma beleza. Para quem mora aqui, é uma tristeza.”
A expedição revela longos trechos de terra, áreas com lama, dificuldades de tráfego e comunidades que dependem da rodovia para acessar serviços básicos. Segundo Balestrini, enquanto para visitantes a travessia pode representar desafio e adrenalina, para moradores a realidade é marcada por isolamento e falta de estrutura.
Promessas antigas, cenário persistente
Inaugurada nos anos 1970 com o objetivo de integrar a Amazônia ao restante do país, a Transamazônica ainda possui grande parte de sua extensão sem pavimentação.
Durante o trajeto, o influenciador relatou ter encontrado placas indicando conclusão de obras em determinados trechos. No entanto, segundo ele, o asfalto representa apenas uma pequena parcela da estrada.
A crítica apresentada não direciona responsabilidade a uma gestão específica, mas aponta que, ao longo de diferentes governos federais, o cenário estrutural da rodovia pouco mudou.
Reflexos no desenvolvimento
A precariedade da infraestrutura impacta diretamente o crescimento das cidades ao longo da Transamazônica. O escoamento da produção agrícola, o transporte escolar, o acesso à saúde e o comércio sofrem com as condições da via.
A dificuldade logística também limita investimentos e reduz oportunidades econômicas, levando muitos moradores a deixarem a região em busca de melhores condições nos grandes centros.
Entre a aventura e a realidade local
A viagem de Júlio Balestrini evidencia o contraste entre o olhar de quem percorre a estrada por experiência e a rotina de quem depende dela diariamente para sobreviver.
A Transamazônica continua sendo símbolo de potencial econômico e integração nacional, mas também de desafios estruturais que atravessam décadas.
Foto/Reprodução: imagens da internet
Fonte: Portal Rio Madeira


