PORTAL RIO MADEIRA – O presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, foi intimado a prestar depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (20). A oitiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A intimação ocorre após Cabral criticar, em entrevista à GloboNews, a operação da PF que teve como alvo auditores da Receita Federal suspeitos de acessar e vazar dados sigilosos de ministros do Supremo e familiares.
Até o momento, não há confirmação oficial se o dirigente sindical será ouvido como testemunha ou investigado.
Operação contra auditores
Na terça-feira (17), a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em diferentes estados, por determinação de Moraes, no âmbito de investigação que apura supostos acessos irregulares ao sistema da Receita Federal e vazamento de informações protegidas por sigilo.
Os servidores investigados tiveram celulares apreendidos, foram afastados das funções públicas e passaram a utilizar tornozeleira eletrônica. Também tiveram passaportes cancelados e estão proibidos de deixar o país.
Segundo o STF, foram identificados “múltiplos acessos ilícitos” aos sistemas da Receita.
Declarações polêmicas
Durante entrevista, Kléber Cabral afirmou que as medidas impostas aos auditores geram constrangimento e temor na categoria. Em uma das declarações, disse que “tornou-se menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”.
Ele também comentou o caso de um auditor que confirmou ter acessado dados de um parente do ministro Gilmar Mendes, mas negou que tenha consultado informações bancárias ou ultrapassado telas iniciais do sistema.
Cabral afirmou ainda que o servidor teria acessado apenas dados antigos, relacionados a declaração de 2008, e negou qualquer relação com vazamento de informações sigilosas.
Posicionamentos oficiais
Em nota, a Receita Federal informou que realiza auditoria interna e que as irregularidades identificadas foram comunicadas ao relator do caso no Supremo. O órgão destacou que os sistemas são rastreáveis e permitem identificar acessos indevidos.
O caso segue sob investigação.
Foto/Reprodução: GloboNews
Fonte: Portal Rio Madeira / g1


