PORTAL RIO MADEIRA – A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos desencadeou uma onda inédita de manifestações de venezuelanos no exterior. Em Santiago, capital do Chile, centenas de imigrantes ocuparam ruas e avenidas na manhã deste sábado, celebrando a queda do líder que governou a Venezuela por mais de uma década.
A mobilização começou poucas horas após a confirmação de que forças militares americanas retiraram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, do território venezuelano durante uma operação sigilosa realizada na madrugada. Em clima de euforia, opositores gritaram palavras de liberdade, ergueram bandeiras e agradeceram ao governo chileno pela acolhida.
A intervenção que mudou o cenário na Venezuela
De acordo com autoridades norte-americanas, a missão que capturou Maduro foi autorizada dias antes pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A ação teria sido executada pela Força Delta, com suporte de inteligência da CIA, que rastreou a localização exata do líder venezuelano.
A ofensiva começou por volta das 3h (horário de Brasília) e atingiu Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Testemunhas relataram explosões, quedas de energia, sobrevoo de aeronaves militares e fortes tremores durante aproximadamente 90 minutos.
Segundo o governo dos EUA, Maduro e Cilia Flores foram retirados da Venezuela e levados sob custódia para responder na Justiça americana, onde enfrentam acusações relacionadas a narcoterrorismo e tráfico internacional.
Reação nas ruas de Santiago
A comunidade venezuelana no Chile, uma das maiores do mundo, reagiu imediatamente à notícia. Em clima de comoção, os manifestantes bloquearam ruas, exibiram cartazes contra o regime chavista e entoaram cânticos de agradecimento.
O ambiente, marcado por lágrimas e abraços, refletia um sentimento coletivo de alívio após anos de denúncias sobre perseguição política, fome, migração forçada e colapso econômico.
Impacto internacional
A operação norte-americana provocou forte repercussão global. Organismos internacionais acompanham o movimento com cautela, enquanto governos da América do Sul discutem, nos bastidores, as consequências da intervenção direta em solo venezuelano.
Paralelamente, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) suspendeu todos os voos americanos sobre o espaço aéreo da Venezuela, alegando risco elevado devido à atividade militar em andamento.
O episódio deverá intensificar debates sobre soberania, segurança regional e o futuro do país caribenho, que se encontra sem liderança oficial desde a remoção de Maduro.
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Fonte: Portal Rio Madeira / CNN Brasil


