PORTAL RIO MADEIRA – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou romper a tornozeleira eletrônica na madrugada deste sábado (22), o que indicaria intenção de fuga. A conclusão aparece na decisão que determinou a prisão preventiva do ex-mandatário, cumprida pela Polícia Federal nas primeiras horas do dia.
Violação registrada à 0h08
Segundo o documento, a tornozeleira teve violação registrada às 0h08, momento que, para Moraes, demonstra tentativa deliberada de retirar o equipamento e escapar da fiscalização judicial. A PF comunicou o episódio imediatamente ao Supremo.
Operação da PF em Brasília
A prisão foi autorizada após pedido da própria Polícia Federal. Viaturas descaracterizadas chegaram ao condomínio onde Bolsonaro mora, no Jardim Botânico, em Brasília. O ex-presidente foi levado à Superintendência da PF, onde chegou por volta das 6h35, após passar por exame de corpo de delito no Instituto Nacional de Criminalística.
Moraes ainda determinou que a prisão fosse realizada sem algemas e sem exposição pública, como prevê o procedimento para ex-chefes de Estado.
Motivo do pedido de prisão
Informações internas da PF apontam que a convocação de uma vigília em frente ao condomínio, feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reforçou a necessidade da prisão preventiva, já que poderia representar risco adicional à segurança da operação.
Condenação ainda não está em execução
Apesar da detenção, Bolsonaro ainda não cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado. A prisão deste sábado foi preventiva, voltada à garantia da ordem pública e para impedir nova tentativa de fuga.
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Fonte: Portal Rio Madeira


