PORTAL RIO MADEIRA – Rondônia apresentou uma queda de 78,8% nos casos prováveis de dengue nos dois primeiros meses de 2025, conforme dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde. O estado segue a tendência de redução observada em nível nacional, que registrou um recuo de 69,25% nos casos da doença. O levantamento abrange as semanas epidemiológicas 1 a 9, período entre 29 de dezembro de 2024 e 1º de março de 2025.
Dados da dengue no estado e no país
Nos primeiros meses de 2025, Rondônia contabilizou 486 casos prováveis de dengue, enquanto no mesmo período do ano anterior foram registrados 2.294. Em todo o Brasil, o número de casos prováveis chegou a 493 mil, com 217 óbitos confirmados e 477 mortes ainda sob investigação. Em comparação, no mesmo intervalo de 2024, foram notificados 1,6 milhão de casos prováveis, 1.356 mortes confirmadas e 85 em análise.
A região Sudeste continua concentrando a maior parte dos casos, com 360 mil registros em 2025, enquanto no ano passado o número ultrapassou 1 milhão. O estado de São Paulo lidera os números deste ano, com 285 mil casos prováveis e 168 das 217 mortes confirmadas no país.
Comparativo por semanas epidemiológicas (SE) 1 a 9
2024:
- Brasil: 1.604.611 casos
- Sudeste: 1.061.436 casos (66,14% do total nacional)
2025:
- Brasil: 493.403 casos
- Sudeste: 360.989 casos (73,16% do total nacional)
Ações de combate à dengue
Desde a ativação do Centro de Operações de Emergências para Dengue e outras Arboviroses (COE-Dengue), em 8 de janeiro, o Ministério da Saúde tem intensificado medidas para conter a proliferação da doença. Entre as principais ações, estão:
- Realização de visitas técnicas em estados e municípios para reforçar a vigilância epidemiológica;
- Distribuição de 4,5 milhões de testes de diagnóstico para dengue, priorizando locais com menor acesso a laboratórios;
- Expansão do método Wolbachia para 44 cidades em 2025, visando reduzir a transmissão do vírus pelo Aedes aegypti;
- Reuniões do COE com entidades científicas, sociedade civil, sindicatos e federações para alinhamento de estratégias;
- Mobilização de estudantes por meio de parceria com o Ministério da Educação (MEC) para conscientização sobre prevenção;
- Produção da primeira vacina nacional contra a dengue pelo Instituto Butantan, prevista para 2026, com meta inicial de 60 milhões de doses anuais.
Prevenção contra febre amarela
Além das ações contra a dengue, o Ministério da Saúde alerta para a necessidade de ampliação da cobertura vacinal contra a febre amarela, principal medida preventiva contra a doença. O monitoramento de primatas não humanos com suspeita da infecção e a identificação precoce de possíveis casos em humanos são essenciais para antecipar surtos e garantir resposta rápida das autoridades sanitárias.
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Fonte: Portal Rio Madeira